LAVOURAS PERMANENTES E TEMPORÁRIAS NO BRASIL E EM GOIÁS: QUADROS DO CENSO AGROPECUÁRIO 2017
DOI :
https://doi.org/10.35701/rcgs.v28.1091Mots-clés :
Lavouras permanentes, Lavouras Temporárias, Silvicultura, Estabelecimentos agropecuáriosRésumé
Este texto analisou, no Brasil e em Goiás, variáveis das lavouras permanentes, das temporárias e da silvicultura, segundo distintos grupos de área. Para isso, fez-se uso de pesquisa documental, bibliográfica e da internet. Os resultados comprovam domínio dos pequenos estabelecimentos na produção das lavouras permanentes. Goiás tem menor uso e apropriação do espaço pelos cultivos permanentes, o que implica dependência acentuada da importação de produtos para o abastecimento do mercado. Por outro lado, existe hegemonia dos grandes estabelecimentos na silvicultura comercial, apesar da razoável participação dos pequenos estratos em outras atividades florestais. Nas lavouras temporárias, dominam os grandes e médios estabelecimentos, sobretudo na produção de commodities, mas em inúmeras culturas temporárias é sobressalente o controle dos pequenos grupos de área. Os grupos sem área, mesmo sem direito à terra, contribuem para a redução da fome, para a segurança alimentar. Em Goiás predominam as lavouras temporárias na utilização e na apropriação do espaço. Há um uso corporativo do território, o que resulta num cerco multifacetado dos sujeitos sociais responsáveis pelos pequenos estratos e grupos sem área.
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