Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS)
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A Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS) é publicada pelo Curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA/Sobral-CE), órgão de ensino, pesquisa e extensão na área de Geografia e Geociências.Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA - Sobral/CE)pt-BRRevista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS)1516-7712<p><img src="/public/site/images/marcelo/ccby.png"></p> <p style="text-align: justify;">This work is licensed under a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons Attribution 4.0 International License</a>.</p> <p style="text-align: justify;">Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ul> <li class="show" style="text-align: justify;">Autores mantêm os direitos autorais e concedem à RCGS o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License (CC-BY 4.0), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Autores são responsáveis pelo conteúdo constante no manuscrito publicado na revista.</li> </ul>DISCUSSÕES SOBRE A RELAÇÃO DIALÉTICA ENTRE SOCIEDADE E NATUREZA: IMPLICAÇÕES TEÓRICAS EM PERSPECTIVAS CLÁSSICAS E PÓS-MODERNAS
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<p class="Resumos"><span lang="ES-CO">Este artigo examina a evolução epistemológica da relação dialética entre sociedade e natureza no pensamento geográfico, desde as perspectivas clássicas até as abordagens pós-modernas. Por meio de uma revisão bibliográfica exploratória de natureza qualitativa, foram analisados textos indexados no SciELO, Scopus, Redalyc e Web of Science, complementados com trabalhos acadêmicos da aula de internacionalização "Cidades Latino-Americanas: múltiplas Realidades Socioespaciais" (UVA e Universidade de Tucumán). A seleção documental aplicou coeficientes de confiabilidade Kuder-Richardson ( 0,61) sobre critérios de desenvolvimento conceitual, relevância teórica e correspondência geográfica. Os resultados evidenciam que a geografia clássica e moderna conceituaram esta relação sob estruturas dicotómicas, onde natureza e sociedade operam como polos excludentes: seja o determinismo físico (Ratzel, Humbolt) ou o posibilismo humano (Ritter, La Blanche). A geografia crítica introduz matizes híbridos (Santos, Harvey), embora mantenha a tensão entre sistemas de objetos e ações. As perspectivas pós-modernas, particularmente desde Latour e Creswell, propõem superar esta dualidade mediante a noção de actantes e quase-objetos, reconhecendo agência em elementos não humanos (animais, objetos, ideias) e concebendo redes complexas onde o social e o natural são indissociáveis. Conclui-se que a transição para abordagens integradas é necessária para enfrentar desafios contemporâneos como as mudanças climáticas, a globalização e as transformações tecnológicas, exigindo uma epistemologia unificada que ultrapasse as dicotomias tradicionais.</span></p>Iván Andrés Barrios García
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2026-07-022026-07-0228231410.35701/rcgs.v28.1270CIDADES INTERMEDIÁRIAS NA COLÔMBIA: DEBATES TEÓRICOS, FUNCIONALIDADE E PLANEJAMENTO TERRITORIAL NO SISTEMA URBANO NACIONAL
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<p>O artigo analisa o papel das cidades intermediárias na Colômbia como nós estratégicos do sistema urbano nacional, sob uma perspectiva teórica, funcional e institucional. A partir de uma revisão comparada de autores latinoamericanos e europeus - como Carrión, Llop, Corrêa, Sposito, Moura, Haesbaert e Raffestin, argumenta-se que a intermediação urbana constitui uma dimensão estrutural do desenvolvimento territorial e não uma categoria residual entre o metropolitano e o rural. No contexto colombiano, as cidades intermediárias exercem funções de articulação econômica, administrativa e simbólica, mas carecem de reconhecimento normativo nas políticas de planejamento. O estudo identifica tensões entre a relevância funcional dessas cidades e sua limitada visibilidade institucional, propondo uma política nacional que reconheça seu papel na descentralização, sustentabilidade e coesão territorial. Conclui-se que fortalecer as cidades intermediárias implica avançar para um modelo de governança multinível e planejamento multiescalar que integre os sistemas naturais, construídos e institucionais do território colombiano.</p>Luz Adriana Castiblanco Martínez
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2026-07-022026-07-02282152910.35701/rcgs.v28.1272MONTERÍA, CIUDAD INTERMEDIA. UN AVANCE EN LA CONSOLIDACIÓN TERRITORIAL EN EL CARIBE CONTINENTAL COLOMBIANO (2021-2030)
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<p>A cidade de Montería consolidou-se como um polo no Caribe colombiano. O desenvolvimento urbano, o crescimento populacional e as projeções para serviços e comércio apontam para os objetivos definidos no âmbito de sua consolidação territorial. De acordo com o Plano Diretor Territorial (POT) 2021-2032, a cidade de Montería adotou um modelo de uso do solo baseado na qualidade dos espaços públicos, inserido em sua estrutura funcional e de serviços. Da mesma forma, o componente urbano projeta uma estrutura socioeconômica estratégica, baseada em centros urbanos, infraestrutura e amplas áreas verdes, que possibilitam o pleno funcionamento de um espaço digno para os cidadãos. A consolidação territorial de Montería como cidade intermediária se estabeleceu dentro da estrutura funcional que a caracteriza ao longo de seu processo geohistórico. Os desafios estruturais relacionados ao crescimento populacional e suas conexões regionais na dinâmica de serviços e comércio projetaram Montería como uma cidade próspera e aberta ao mundo, inserida no contexto de uma economia global.</p>Jorge Eliécer Cifuentes Sánchez
Copyright (c) 2026 Jorge Eliécer Cifuentes Sánchez
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2026-07-022026-07-02282304910.35701/rcgs.v28.1273EXPANSIÓN URBANA Y CONFLICTOS POR EL SUELO: TRANSFORMACIONES Y DINÁMICAS TERRITORIALES EN EL PERIURBANO DE TUNJA, COLOMBIA
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<p>O fenômeno periurbano representa uma das expressões mais dinâmicas da transformação territorial em cidades de porte médio na América Latina, pois é onde surgem tensões entre o que se denomina urbano e rural, resultantes da pressão imobiliária, da escassez de terras e da reconfiguração das economias locais. Este documento apresenta uma análise do comportamento periurbano na cidade de porte médio de Tunja, Colômbia, entendida como um território em transformação que revela as contradições do crescimento urbano. A análise adota uma abordagem de métodos mistos que combina análise documental, observação de campo, entrevistas com atores locais e análise espacial para compreender a dinâmica socioespacial da área periurbana dentro da cidade. Os resultados demonstram que a área periurbana das cidades latino-americanas é o resultado de processos históricos de urbanização informal, políticas de planejamento ultrapassadas e pressão de incorporadoras imobiliárias, populações deslocadas e agricultores que são forçados a transformar suas atividades. Conclui-se, portanto, que a área periurbana não é um espaço residual, mas sim um local onde convergem racionalidades espaciais e onde a relação urbano-rural é redefinida com o objetivo de repensar o planejamento territorial.</p>Jeison Andrés Hincapié Rodríguez
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2026-07-022026-07-02282506210.35701/rcgs.v28.1275EXPANSÃO URBANA, FRAGMENTAÇÃO TERRITORIAL E DESIGUALDADES SOCIOESPACIAIS NO GRAN SAN MIGUEL DE TUCUMÁN
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<p>O presente artigo analisa os processos de territorialização, desterritorialização e reterritorialização associados à expansão urbana do Gran San Miguel de Tucumán, na Argentina. A investigação combina revisão teórica e análise empírica para compreender como o crescimento urbano recente produz novas formas de fragmentação socioespacial, redefinição de centralidades e reconfigurações no uso do solo. Destacam-se as dinâmicas vinculadas à metropolização, à incorporação de áreas periurbanas e às desigualdades na distribuição de infraestruturas e serviços urbanos. Os resultados evidenciam que a expansão do tecido urbano implica simultaneamente práticas de apropriação, exclusão e reorganização territorial, contribuindo para uma urbanização marcada por contrastes e múltiplas racionalidades de uso do espaço.</p>Sandra Liliana Mansilla
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2026-07-022026-07-02282637510.35701/rcgs.v28.1276PERIFERIAS EM DIÁLOGO: ESPAÇOS RURAIS EM CONTEXTOS URBANOS, ESTUDO DE CASO DAS CIDADES DE GUADALAJARA, MÉXICO E SOBRAL, BRASIL
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<p>O objetivo deste trabalho é identificar os espaços em transformação que adaptaram suas atividades produtivas à dinâmica de expansão da mancha urbana, por meio da venda de produtos do campo, a partir de dois exemplos relacionados ao processo de expansão urbana em duas cidades latino-americanas: Guadalajara, no México, e Sobral, no Brasil. As áreas afetadas pelo desdobramento de suas manchas urbanas modificaram sua relação com o novo exterior que as cercava, alterando antigos espaços produtivos com tradição e história, mas, ao mesmo tempo, criando novos territórios nesses espaços em transformação, onde os atores locais geraram estratégias de sobrevivência a partir da marca urbana. Esse crescimento urbano provocou a reconfiguração de atividades econômicas nos espaços periféricos com importante atividade rural. Nos casos de Guadalajara e Sobral, o processo de expansão urbana em direção aos municípios vizinhos resultou em outras formas de lidar com a precarização ocorrida em seus espaços de vida. O tamanho do mercado representado pelas cidades de Guadalajara e Sobral tem sido o motivo pelo qual surgiram projetos cooperativistas, unidades econômicas e inclusive sistemas agroalimentares, como os produtores de orgânicos em Tlajomulco de Zúñiga e Sobral, a produtora de laticínios em Tonalá e os produtores de nopal em Zapopan. Estes casos são analisados sob a perspectiva da nova ruralidade, uma vez que essas atividades tradicionais possuem relação, dentro e fora do espaço rural, com outras atividades complementares que lhes permitiram sobreviver no espaço urbano dessas duas cidades.</p>Javier Ezaú Pérez RodríguezVirginia Célia Cavalcante de Holanda
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2026-07-022026-07-02282769710.35701/rcgs.v28.1277SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA NO CONTEXTO DA “URBANALIZAÇÃO”: UMA ANÁLISE ACERCA DOS JARDINS BIOFILTRANTES NA CIDADE DE SOBRAL - CE
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<p>O presente artigo é fruto de reflexões realizadas ao longo da disciplina de Internacionalização I do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). O estudo buscou analisar como as Soluções Baseadas na Natureza (SBN) implementadas no espaço urbano de Sobral/CE e analisadas sob a perspectiva teórica da Urbanalização de Francesc Muñoz e também da Teoria dos Geossistemas. As SBN podem, assim, ser desvirtuadas de seu propósito estrutural, tornando-se instrumentos de reprodução e agravamento da problemática socioambiental nas cidades. O estudo demonstrou que a prevalência do marketing urbano e do <em>city branding</em> sobre as Soluções Baseadas na Natureza reduz intervenções de infraestrutura verde e azul em detrimento de um urbanismo estético e negligenciando a complexidade geossistêmica do sítio urbano. Como objeto empírico, analisamos a implementação dos jardins biofiltrantes na cidade média de Sobral-CE com base no relatório de auditoria externa do Programa de Desenvolvimento Socioambiental de Sobral. Identificou-se indícios de urbanalização expressos nas falhas técnicas do sistema; na instrumentalização da natureza; na gentrificação verde e na baixa participação social. O estudo concluiu que a efetividade dos jardins biofiltrantes na cidade de Sobral-CE como instrumento de sustentabilidade urbana exige a superação da visão de <em>city marketing</em> e do urbanismo estético em prol da compreensão da complexidade geossistêmica e do engajamento e controle social.</p>Luciana de Andrade CatundaLuiz Antônio Araújo Gonçalves
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2026-07-022026-07-022829812710.35701/rcgs.v28.1278CONTEXTO HISTÓRICO E RELACIONAL DA ORGANIZAÇÃO SOCIAL NA COMUNA 13 DE MEDELLÍN
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<p>Este documento apresenta alguns dos resultados de uma tese de doutorado que busca redefinir a compreensão das relações sociais, concebendo-as como um elemento a priori, e não como um atributo derivado dos atores. Essa inversão propõe uma ontologia sem substância, na qual as relações sociais são uma precondição moldada pelo espaço-tempo e pelo discurso. Abordar as ações humanas a partir de uma perspectiva prática revela um significado mais profundo do que a consciência individual, um significado que precisa ser explorado no contexto urbano atual, onde os laços sociais são frágeis. A lente teórica que possibilita a análise das relações sociais a partir de suas dimensões simbólica, organizacional e pragmática é a abordagem relacional, da qual se revelam os efeitos emergentes desses laços e sua relação com o contexto. O estudo de caso é a Comuna 13 em Medellín, um território marcado pela violência e pela resistência. Ali, a análise examina como a organização social emergiu e evoluiu em meio ao conflito armado, a arte como forma de reexistência e os efeitos das políticas públicas sobre o urbanismo social.</p>Andrés Felipe Roso Zapata
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2026-07-022026-07-0228212814510.35701/rcgs.v28.1279TRANSFORMAÇÕES URBANAS, DISPUTAS TERRITORIAIS E AÇÃO CIDADÃ: UMA LEITURA DE MILTON SANTOS SOBRE O CASO DA ESTAÇÃO MITRE (SAN MIGUEL DE TUCUMÁN, ARGENTINA)
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<p>Este artigo analisa o processo de mobilização acadêmica e cívica que se desenvolveu em torno do terreno ferroviário da Estação Mitre, em San Miguel de Tucumán, Argentina, no âmbito das políticas nacionais de alienação de terras públicas. A partir do trabalho promovido por uma comissão ad hoc do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU-FAU-UNT), que incluiu a elaboração de uma declaração institucional e a ação cidadã “REvuelta a la Estación Mitre: Caminata urbana de lo común” (Revolta na Estação Mitre: Caminhada Urbana do Comum), examina-se como as práticas de produção de conhecimento, articulação coletiva e ocupação do território constituem formas de resistência aos processos de mercantilização urbana. A análise se enquadra na obra de Milton Santos, considerando suas reflexões sobre globalização, uso do solo e racionalidades urbanas, e é complementada por contribuições do Direito à Cidade e da ideia da cidade como bem comum. O trabalho demonstra como a defesa da propriedade se insere em uma disputa mais ampla sobre o uso social do território, a democratização das decisões urbanas e o fortalecimento de práticas coletivas que resgatam os valores de uso diante da lógica de mercado.</p>Virginia Soria Mansilla
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2026-07-022026-07-0228214615610.35701/rcgs.v28.1280SEGURANÇA E SOBERANIA ALIMENTAR EM TUCUMÁN (2010–2020): CONTRIBUIÇÕES DO PROGRAMA PROHUERTA EM ESCALA FAMILIAR-LOCAL
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<p>Este artigo analisou a contribuição do Programa ProHuerta (PPH) para a segurança e a soberania alimentar em Tucumán (2010–2020), a partir de uma abordagem qualitativa e territorial. Com base em um estudo de caso que incluiu 33 entrevistas com horticultores/as familiares e comunitários, promotores, técnicos e informantes qualificados, examinaram-se três dimensões: (i) segurança e soberania alimentar em escala familiar–local, (ii) práticas de produção agroecológica e (iii) propostas de aprimoramento. Os resultados mostraram aumentos sustentados na disponibilidade, qualidade e diversidade dos alimentos, com consumo imediato e menor exposição a resíduos; além disso, evidenciaram o fortalecimento da autonomia doméstica e do capital social (troca de sementes, feiras e redes). O PPH configurou-se como uma política socioprodutiva que integrou assistência, educação agroecológica e organização comunitária. Entre os condicionantes destacaram-se restrições orçamentárias a partir de 2015, menor provisão de insumos e redução da assistência técnica. Propuseram-se ações de baixo custo e alto impacto: bancos comunitários de sementes, itinerários formativos modulares, monitoramento leve e alianças interinstitucionais. Concluiu-se que o PPH constituiu uma experiência paradigmática de política agroalimentar com perspectiva territorial, capaz de articular segurança, soberania e agroecologia em contextos de desigualdade estrutural.</p>Juan Antonio Caro
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2026-07-022026-07-0228215717810.35701/rcgs.v28.1281O FENÔMENO DA MIGRAÇÃO VENEZUELANA: CONTEXTOS E MOTIVAÇÕES SUBJACENTES; UM ESTUDO DE CASO DE SOBRAL, BRASIL
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<p>As migrações contemporâneas são impulsionadas por múltiplos fatores, especialmente motivações políticas e religiosas, conflitos internos e guerras. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM, 2022), a população migrante mundial cresceu de 84 milhões em 1970 para 281 milhões em 2020. No Brasil, o estado de Roraima tornou-se a principal porta de entrada para imigrantes venezuelanos. Dados da Plataforma Regional de Coordenação Interagencial para Refugiados e Migrantes da Venezuela (R4V) indicam que, até 2024, aproximadamente 568.058 venezuelanos haviam ingressado no país. Este estudo analisa as causas da migração familiar venezuelana e as rotas utilizadas para chegar ao Brasil por meio de uma abordagem qualitativa e exploratória, incluindo revisão de literatura, entrevistas semiestruturadas, questionários e análise de conteúdo. A maioria dos migrantes é oriunda dos estados de Carabobo, Monagas e Anzoátegui, percorrendo entre 600 e 1.200 km até chegar a Roraima. Os principais fatores da migração são de natureza socioeconômica, como a crise econômica, o alto custo de vida, o desemprego, a precariedade dos serviços públicos e a insegurança alimentar e de saúde. Muitos migrantes se estabelecem temporariamente em cidades como Pacaraima, Boa Vista, Belém, Teresina, Brasília e Fortaleza, onde acessam abrigos e o mercado de trabalho informal. Os resultados sugerem que a migração venezuelana para o Brasil decorre da violação de direitos fundamentais, caracterizando um processo de migração forçada marcado por condições estruturais de vulnerabilidade.</p>Luz Maritza Mantilla ChanagáAldiva Sales Diniz
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2026-07-022026-07-0228217920210.35701/rcgs.v28.1282EDITORIAL
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Virgínia Célia Cavalcante de HolandaLuiz Antonio Araújo Gonçalves
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