//rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/issue/feed Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS) 2026-04-01T20:38:55-03:00 Isorlanda Caracristi isorlanda_caracristi@uvanet.br Open Journal Systems A Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS) é publicada pelo Curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA/Sobral-CE), órgão de ensino, pesquisa e extensão na área de Geografia e Geociências. //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1130 USO E COBERTURA DO PARQUE DO RIO BRANCO, BOA VISTA - RR (2010-2023) 2026-01-27T14:32:49-03:00 Dalto Alves dos Santos dalto.alvesgeo@gmail.com Antônio Carlos Ribeiro Araújo Júnior aj_geo@hotmail.com <p>O presente artigo apresenta as modificações que ocorreram na área do Parque do Rio Branco (PRB) localizado no bairro São Vicente na zona sul da cidade de Boa Vista-RR que foram decorrentes das ações antrópicas e temporais na área. As alterações são analisadas através dos mapas de uso e cobertura no interstício de 2010 até 2023 e partir deste viés foi possível descrever as alterações que ocorreram nos elementos que compõem a área em consonância com o Solo, Geomorfologia, Vegetação e Hidrografia que também influenciam no micro-clima. A metodologia tem como base apresentar a fisiografia do estado de Roraima e enfocar na fisiografia do Parque do Rio Branco através de levantamento de informações de dados primários e dados secundários obtidos em órgãos oficiais (IBGE, MMA) que contribuíram na fundamentação da coleta de dados e definem a metodologia em análise integrativa da paisagem. Com base nas coletas de dados, foram elaborados e analisados mapas de uso e cobertura da área do parque nos períodos de 2010-2018-2023 informando as alterações que ocorreram antes, durante e depois da implementação do mesmo, sendo também apresentados dados com o auxílio dos gráficos em hectares e porcentagens.</p> 2026-02-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Dalto Alves dos Santos, Antônio Carlos Ribeiro Araújo Júnior //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1094 EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA NA ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL DE BATOQUE, EM AQUIRAZ/CE: O PROJETO “TERRITÓRIO E SABERES”, COMO POSSIBILIDADE DE ENSINO 2025-11-24T22:32:28-03:00 Kayro Rocha Galdino kayrorocha@outlook.com.br Tereza Sandra Loiola Vasconcelos tereza.vasconcelos@uece.br Luiz Cruz Lima l.cruzlima@uol.com.br <p>O texto apresenta o Projeto "Território e Saberes", desenvolvido na disciplina de Geografia, com as turmas de 8º e 9º, anos finais do Ensino Fundamental, na Escola Municipal de Ensino Fundamental de Batoque, localizada na Reserva Extrativista (RESEX) da Praia do Batoque, no munícipio de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), no Ceará. As atividades foram realizadas ao longo do segundo semestre do ano de 2022, com o apoio do Laboratório de Prática de Ensino de Geografia (LAPEGEO) da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Durante esse período, o autor principal do texto esteve como professor das turmas, portanto o artigo também apresenta as experiências do mesmo. O intuito do projeto foi valorizar a história da comunidade onde a escola está inserida num momento expressivo e simbólico: o aniversário de criação da Resex do Batoque. Diante das vivências realizadas, pode-se identificar como o ensino de Geografia pode contribuir com o território e vice-versa, por meio dos(as) estudantes e das interações propostas. Os procedimentos metodológicos se deram na execução do projeto em 2022, incluindo as interações com os(as) estudantes, aulas de campo e registros fotográficos, posteriormente, no levantamento bibliográfico apontou-se o diálogo com os(as) autores(as) e socialização dos resultados por meio da escrita. Portanto, o ensino de Geografia na EMEF de Batoque por meio das possibilidades de ensino pode fortalecer a relação com o território e apontar caminhos para o surgimento de novas lideranças na luta e articulação da Resex do Batoque. Neste sentido, a escola possui forte relação na resex ao sediar eventos da própria escola, órgãos e instituições, assumindo uma centralidade da articulação política na comunidade.</p> 2026-02-10T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Kayro Rocha Galdino, Tereza Sandra Loiola Vasconcelos, Luiz Cruz Lima //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1091 LAVOURAS PERMANENTES E TEMPORÁRIAS NO BRASIL E EM GOIÁS: QUADROS DO CENSO AGROPECUÁRIO 2017 2025-11-24T22:35:02-03:00 Edson Batista da Silva edson.silva@ueg.br <p class="Resumos">Este texto analisou, no Brasil e em Goiás, variáveis das lavouras permanentes, das temporárias e da silvicultura, segundo distintos grupos de área. Para isso, fez-se uso de pesquisa documental, bibliográfica e da internet. Os resultados comprovam domínio dos pequenos estabelecimentos na produção das lavouras permanentes. Goiás tem menor uso e apropriação do espaço pelos cultivos permanentes, o que implica dependência acentuada da importação de produtos para o abastecimento do mercado. Por outro lado, existe hegemonia dos grandes estabelecimentos na silvicultura comercial, apesar da razoável participação dos pequenos estratos em outras atividades florestais. Nas lavouras temporárias, dominam os grandes e médios estabelecimentos, sobretudo na produção de <em>commodities,</em> mas em inúmeras culturas temporárias é sobressalente o controle dos pequenos grupos de área. Os grupos sem área, mesmo sem direito à terra, contribuem para a redução da fome, para a segurança alimentar. Em Goiás predominam as lavouras temporárias na utilização e na apropriação do espaço. Há um uso corporativo do território, o que resulta num cerco multifacetado dos sujeitos sociais responsáveis pelos pequenos estratos e grupos sem área.</p> 2026-03-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Edson Batista da Silva //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1121 AVALIAÇÃO E HIERARQUIZAÇÃO DOS GEOSSÍTIOS DE IRATI-PR: UM CAMINHO PARA O GEOTURISMO 2025-12-01T17:06:27-03:00 Diego Geovan dos Reis diego.gdosreis@gmail.com Antonio Liccardo allicardo@uepg.br Luiz Carlos Basso bassolc4@gmail.com Leandro Baptista leandro.baptista@live.com <p>Por meio dos geossítios é possível contar a história de diversos momentos da Terra e da vida que nela existe. Para que um geossítio possa ser utilizado como ferramenta pedagógica é necessário um planejamento adequado de seu entorno, visando eficiência e sustentabilidade, para então alcançar as bases do segmento de geoturismo. A cidade de Irati possui uma variedade de geossítios que podem contar a história de momentos e eventos importantes ocorridos na Terra, contribuindo assim para a disseminação do conhecimento geocientífico. Devido a isso, o objetivo desta pesquisa é avaliar e hierarquizar a potencialidade de nove geossítios selecionados, que posteriormente foram hierarquizados de acordo com sua potencialidade endógena. Essa etapa utiliza dois modelos metodológicos de avaliação de potencial turístico: o primeiro é a Avaliação de Potencial Turístico com Base nos Recursos Endógenos, de Gomes (2019), depois os valores obtidos são então quantificados por uma adaptação de uma das fórmulas de Leno Cerro (1992). Como resultado, obtém-se um Valor Turístico para cada geossítio, indicando que Irati possui uma relevante potencialidade para o desenvolvimento do segmento, o que pode impulsionar a economia regional, contribuir para a valorização da identidade cultural da população e disseminar o conhecimento geocientífico entre moradores e visitantes.</p> 2026-04-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Diego Geovan dos Reis, Antonio Liccardo, Luiz Carlos Basso, Leandro Baptista //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1151 MAPEAMENTO GEOMORFOLÓGICO DE DETALHE DO MACIÇO ESTRUTURAL SERRA DOS CAVALOS – PE E SEU ENTORNO 2026-01-27T14:57:50-03:00 Larissa Furtado Lins dos Santos larissa.furtado@ufpe.br Danielle Gomes da Silva Listo danielle.gsilva@ufpe.br Rhaissa Francisca Tavares de Melo Balder rhaissatavares@hotmail.com <p>Este trabalho apresenta o mapeamento geomorfológico de detalhe do Maciço Estrutural Serra dos Cavalos – PE e sua área adjacente, com base na integração entre análise morfoestrutural e morfoesculturas dominantes. A área de estudo, inserida na Província Borborema, caracteriza-se por um compartimento montanhoso constituído por rochas cristalinas, fortemente condicionado por estruturas tectônicas pré-existentes. O mapeamento foi realizado na escala 1:100.000, com base na interpretação de modelos digitais de elevação (MDE), imagens de satélite, observações de campo e dados altimétricos. As unidades mapeadas foram classificadas em modelados de denudação (unidades pedimentares, cimeiras e formas residuais), modelados de acumulação (encostas coluvionares) e encostas de degradação. A cartografia resultante evidencia a compartimentação altimétrica e o controle estrutural da paisagem, permitindo distinguir superfícies planas e residuais, áreas de acumulação coluvial e setores sob intensa dissecação. Destacam-se as cimeiras a partir de 800 metros de altitude, associadas a cristas estruturais, os inselbergs e maciços residuais resistentes à erosão, bem como os pedimentos desenvolvidos em cotas decrescentes, frequentemente utilizados para uso agropecuário. Os resultados obtidos contribuem para a compreensão da organização espacial dos compartimentos geomorfológicos do agreste pernambucano e subsidiam análises ambientais voltadas à gestão territorial e ao planejamento do uso do solo em ambientes tropicais semiáridos.</p> 2026-05-02T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Larissa Furtado Lins dos Santos, Danielle Gomes da Silva Listo, Rhaissa Francisca Tavares de Melo Balder //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1153 IMPACTOS DA VIOLÊNCIA E INSEGURANÇA NA CIDADE DE FORTALEZA-CEARÁ: DA AUTOSSEGREGAÇÃO DAS ELITES ÀS IMPOSIÇÕES DO CRIME ORGANIZADO NA PERIFERIA 2026-01-27T15:03:02-03:00 Tiago Batista Moreira tiagomoreira.profgeo@gmail.com Maria Clélia Lustosa Costa clelialustosa@gmail.com <p>O crescimento dos índices de violência e a percepção de insegurança que permeia a cidade de Fortaleza favorecem a consolidação do processo de fragmentação socioespacial, que se manifesta de diferentes formas nos contraditórios espaços da metrópole cearense. Esse cenário encontra na expansão da violência e da insegurança urbana uma variável capaz de influenciar, de forma orquestrada e conflituosa, múltiplos interesses e impactar na dinâmica socioespacial da cidade. Nesse sentido, este artigo visa analisar os diferentes impactos do aumento da violência e da insegurança na cidade de Fortaleza. Para isso, realizou-se um levantamento de dados secundários, a partir dos índices de homicídios, além de uma revisão bibliográfica interdisciplinar que contextualiza o processo de fragmentação socioespacial e aborda a expansão da violência na metrópole cearense na última década. Os resultados apontam para a consolidação do processo de fragmentação socioespacial, intensificado pela autossegregação residencial das camadas de renda média e alta, fenômeno intrinsecamente relacionado com a exploração rentável da “insegurança” pelos agentes imobiliários. Em paralelo, na periferia, agrava-se a concentração dos índices de violência e as imposições e contenções territoriais estabelecidas pelo crime organizado.</p> 2026-05-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Tiago Batista Moreira, Maria Clélia Lustosa Costa //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1159 EVOLUÇÃO E TENDÊNCIAS DOS CURSOS SUPERIORES DE GEOGRAFIA NO BRASIL 2025-12-01T18:17:21-03:00 Rodrigo Coutinho Andrade rodrigoandrade@ufrrj.br <p>Observa-se nos últimos anos uma tendência dos cursos superiores de Geografia no Brasil em relação à dinâmica quantitativa, ao número de ingressantes, matriculados, inscritos, e concluintes – abarcando o bacharelado e a licenciatura. Isto tem provocado, mesmo que ainda de forma tímida, hipóteses sobre o “apagão docente” e a diminuição da demanda pelos cursos superiores do nosso campo científico diante da subtração de estudantes. Porém, mesmo que os dados sobre a temática acenem para tal intento com oscilações concebidas a partir do ano de 2023, existem elementos conjunturais que carecem melhor apreciação para a sustentação de tais assertivas. Neste sentido, tomamos como objeto de estudo a evolução das Instituições de Ensino Superior (IES), indissociável do corpo discente em suas especificidades, ante à expansão da Educação a Distância (EaD) como modalidade de ensino de profunda capilaridade na última década, evidenciando os cursos de Geografia como área para a análise, objetivando examinar a redefinição do <em>quantum</em> dos fatores introdutoriamente elencados. Trata-se de uma pesquisa básica, de cunho explicativo, que se insere na categoria bibliográfico-documental, onde nos debruçamos de modo fortuito sobre dados institucionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Como resultado, podemos afirmar que está ocorrendo uma ampliação da captura da EaD, ao lado da “retomada” dos cursos presenciais de Geografia.</p> 2026-05-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Rodrigo Coutinho Andrade //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1160 AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA DE JARDINS FILTRANTES NA REMOÇÃO DE POLUENTES EM RIACHO URBANO NO SEMIÁRIDO CEARENSE 2025-12-01T18:25:23-03:00 Antônia Gleicikele Alves agkelealves@gmail.com Letícia Lacerda Freire leticia.l.arquivos@gmail.com Marcus Vinicius Freire Andrade marcus.andrade@ifce.edu.br <p>O presente trabalho avaliou a eficiência de jardins filtrantes implantados no município de Sobral, com base em 15 campanhas de monitoramento conduzidas pelo poder público municipal. As variáveis analisadas incluíram pH, turbidez, oxigênio dissolvido, demanda biológica e química de oxigênio (DBO e DQO), nitrogênio total, fósforo total e coliformes totais. Os resultados indicaram pH próximo da neutralidade nas águas afluentes e efluentes ao sistema. No entanto, as elevadas concentrações de DBO, DQO, nutrientes, turbidez e coliformes indicam possíveis ligações clandestinas de esgoto. Embora os sistemas apresentem boas taxas de remoção em algumas campanhas, essas não se mantêm de forma consistente, sugerindo falhas operacionais. A variabilidade nas eficiências de remoção e a baixa concentração de oxigênio dissolvido em algumas amostras (abaixo de 2 mg/L) indicam sobrecarga orgânica e necessidade de melhorias na operação. As maiores eficiências foram registradas no período seco. O estudo reforça a importância dos jardins filtrantes como soluções baseadas na natureza, complementares às obras de esgotamento sanitário e drenagem pluvial. Tais sistemas, se bem geridos, podem contribuir significativamente para a melhoria da qualidade da água em rios urbanos, servindo de subsídio para políticas públicas voltadas ao controle de poluição e ao planejamento ambiental urbano.</p> 2026-05-11T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Antônia Gleicikele Alves, Letícia Lacerda Freire, Marcus Vinicius Freire Andrade //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1136 AS REPERCUSSÕES DO ENSINO SUPERIOR NO ESPAÇO URBANO DE SOBRAL - CE 2026-03-19T18:48:48-03:00 Breno de Abreu Lopes breno.abreu@hotmail.com <p class="Resumos">O artigo analisa as repercussões do Ensino Superior na produção do espaço urbano de Sobral-CE, cidade média localizada na região Norte do estado do Ceará. Parte do pressuposto de que as Instituições de Ensino Superior (IES), ao se instalarem, provocam efeitos que transcendem o campo educacional e incidem sobre o tecido urbano. Com abordagem qualitativa e caráter exploratório, o estudo adota o método do estudo de caso e utiliza como procedimentos a pesquisa bibliográfica, análise documental, aplicação de questionários com estudantes e entrevistas com professores universitários das IES de Sobral. Os dados empíricos apontam para cinco grandes eixos de repercussão: a integração de Sobral com a escala regional; a dinamização econômica local; os impactos sobre o mercado imobiliário e a estrutura urbana; os fluxos de mobilidade e migração estudantil; e a interiorização do conhecimento e da formação universitária. Conclui-se que o Ensino Superior desempenha papel estruturante na cidade, sendo responsável por reconfigurações espaciais, intensificação de fluxos e diversificação dos usos urbanos. As repercussões são mais perceptíveis no contexto de cidades médias, exigindo leituras sensíveis às escalas e singularidades territoriais.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Breno de Abreu Lopes //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1162 ANÁLISE ESPACIAL DA AMAZÔNIA LEGAL MARANHENSE NA REGIÃO SOB INFLUÊNCIA DA MATOPIBA: INDICADORES DE DESMATAMENTO E SOCIOECONÔMICOS 2026-01-27T15:19:44-03:00 Dacélia Brito Barrada dacelia.b@gmail.com Eliene Cristina Barros Ribeiro eliene.cbr@ufma.br Walter Saraiva Lopes w.saraiva@yahoo.com.br Antonia Francisca da Silva Saraiva antonyafc@hotmail.com <p>O objetivo foi realizar a análise exploratória espacial de dados de desmatamento e socioeconômicos dos municípios da Amazônia Legal Maranhense, que se encontram no recorte da região MATOPIBA. A metodologia foi a Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE), com recorte temporal de 2013 e 2023. Para tratar dados e construir representações visuais, utilizaram-se os s<em>oftwares</em>: Tableau 2014.1 (gráficos e organização); QGIS 3.34 (análise espacial e mapas); e GeoDa 1.22 (análise estatística espacial). As variáveis selecionadas na pesquisa: desmatamento, PIB <em>per capita</em>, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e emprego formal. Para verificar a autocorrelação espacial, aplicou-se a Estatística I de Moran, que indicou significância para desmatamento, PIB <em>per capita</em> e IDEB. Emprego formal não apresentou autocorrelação espacial. Com base nas variáveis com autocorrelação, calculou-se o Índice de Moran Local Univariado (LISA), que permitiu verificar a formação de <em>clusters</em> significativos em 2013 e 2023. Os resultados evidenciaram que o desmatamento em um município afeta os vizinhos, assim como baixo PIB <em>per capita </em>ou aumento da nota do IDEB podem influenciar municípios próximos. Conclui-se que há associação entre desmatamento e dinamismo econômico regional, evidenciando padrões espaciais distintos e limitada relação com indicadores educacionais e emprego formal, indicando desafios para a sustentabilidade.</p> 2026-05-13T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Dacélia Barrada, Eliene Cristina Barros Ribeiro, Walter Saraiva Lopes, Antonia Saraiva //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1141 MESOFAUNA INVERTEBRADA COMO BIOINDICADORA AMBIENTAL EM ECOSSISTEMAS COSTEIROS NA APA COSTA DOS CORAIS, ALAGOAS, BRASIL 2026-03-19T18:50:35-03:00 Wellington dos Santos Graciliano wellington_santos1994@outlook.com Maria Hortência da Silva Targino maria.targino@igdema.ufal.br Élida Monique da Costa Santos elida.santos@igdema.ufal.br Kallianna Dantas Araujo kallianna.araujo@igdema.ufal.br <p>Os ecossistemas de restinga e mangue têm sido impactados por distúrbios antropogênicos, nesse contexto, a mesofauna invertebrada desempenha um papel importante como bioindicadora da qualidade do solo. Objetivou-se avaliar a composição da mesofauna invertebrada em ecossistemas costeiros na APA Costa dos Corais. A pesquisa ocorreu nos meses de junho e setembro/2024 na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais em Maceió, Alagoas. Para quantificação da mesofauna foram coletadas 10 amostras de solo+serapilheira em ambas as áreas. Analisaram-se os índices ecológicos, temperatura e conteúdo de água do solo e presença/ausência dos grupos taxonômicos, além do test t e correlação de Pearson. Os organismos mostram sensíveis as variações sazonais, com maior abundância no período chuvoso. O Grupo Acarina é o mais abundante em ambas as áreas. A área de restinga apresenta maior abundância e riqueza. Na área de mangue há presença de microplásticos no solo, o que pode representar um fator adicional de estresse para a mesofauna. A temperatura e o conteúdo de água do solo influenciam a abundância na restinga, mas sem impacto observado no mangue. Fatores ambientais, antrópicos e biológicos exercem influência na composição da mesofauna, o que reforça a necessidade de conservação da APA Costa do Corais.</p> 2026-05-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Wellington dos Santos Graciliano, Maria Hortência da Silva Targino, Élida Monique da Costa Santos, Kallianna Dantas Araujo //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1123 CATOLICISMO E ESPAÇO PÚBLICO: PRÁTICAS DE APROPRIAÇÃO RELIGIOSA NA SEMANA SANTA EM FRANCISCO SÁ (MG) 2026-04-01T20:38:55-03:00 Vanessa Tamiris Rodrigues Rocha vanessatamiiris@gmail.com Nalanda Cecília Silva Vasconcelos vasconcelosnalanda00@gmail.com Rahyan de Carvalho Alves rahyan.alves@unimontes.br Carlos Alexandre de Bortolo carlos.bortolo@unimontes.br <p>Os espaços públicos são locais de encontro entre os diversos grupos que compõem a cidade. As praças são exemplos de espaços que apresentam um mix de usos e apropriações (encontros, lazer, manifestações políticas, culturais e religiosas). Isto posto, o objetivo deste trabalho é compreender a apropriação dos espaços públicos da cidade de Francisco Sá (Minas Gerais/Brasil), especialmente das praças, como locais de manifestação religiosa, sobretudo, do catolicismo. Para tanto, utilizou-se como metodologia: revisão bibliográfica, levantamento cartográfico com o uso do <em>software</em> QGIS 3.26 e realização de trabalhos de campo com enfoque etnográfico. As atividades ocorreram nos dias 13 e 18 de abril de 2025 — datas que integram a celebração da Semana Santa — em períodos diurno e noturno, com observação participante, uso de diário de bordo e registro iconográfico para análises mais verossímeis e embasadas. Considera-se que, durante as celebrações da Semana Santa é perceptível a apropriação de uma praça de Francisco Sá, a saber, a Praça da Matriz, pela Igreja Matriz de São Gonçalo. Esta praça transforma-se em território devocional, de memória e de resistência cultural. Assim, as celebrações da Semana Santa em Francisco Sá remetem à construção de uma geografia da fé, onde o território não é apenas suporte físico, mas expressão de valores compartilhados e disputas simbólicas.</p> 2026-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Vanessa Tamiris Rodrigues Rocha, Nalanda Cecília Silva Vasconcelos, Rahyan de Carvalho Alves, Carlos Alexandre de Bortolo //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1122 ENGAJAMENTO POPULAR E O PLANO DIRETOR DE FORTALEZA: REFLEXÕES SOBRE MOVIMENTOS SOCIAIS E O DIREITO À CIDADE 2026-03-19T18:42:53-03:00 Laíssa Vitória da Silva Limeira laissa.limeira@gmail.com <p>O presente artigo discute as disputas envolvidas no planejamento urbano, com foco na revisão do Plano Diretor Participativo de Fortaleza, iniciada em meados de 2019. Este trabalho analisa como o processo expõe o conflito entre os interesses do capital imobiliário e as demandas populares pelo direito à cidade. Parte-se da compreensão do espaço urbano como produtos das relações sociais e políticas. Com base na observação participante, na análise documental e revisão bibliográfica, é identificada as tensões e desafios da participação social ao longo da revisão que se intensificou a partir de 2022 após mobilizações de movimentos populares. Nossas considerações destacam que o plano diretor, previsto na constituição de 1988 e regulamentado pelo Estatuto da Cidade, deve garantir participação social. Em Fortaleza, contudo, o processo foi inicialmente conduzido sem transparência, o que motivou a articulação do Campo Popular do Plano Diretor. A revisão enfrentou obstáculos como linguagem técnica inacessível e decisões que favorecem o mercado imobiliário. A atuação limitada do poder público como mediador agravou as contradições. A mobilização dos movimentos sociais reafirmam o papel da sociedade civil na luta por uma cidade mais justa e democrática.</p> 2026-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Laíssa Vitória da Silva Limeira //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1161 SAZONALIDADE DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA NA BAHIA E ANÁLISE DA PROJEÇÃO FUTURA 2026-03-29T16:07:56-03:00 Wendy Kaori Matsunaga wendy.matsunaga@inpe.br Romero Thiago Sobrinho Wanzeler romero-thiago@hotmail.com Silvia Maria Dantas silviadantasrn@gmail.com José Ivaldo Barbosa de Brito jivaldobrito@gmail.com <p>O presente estudo teve como objetivo validar e quantificar as estimativas da a evapotranspiração de referência (ETo) com os dados provenientes do ERA5-Land para o estado da Bahia e investigar quais as tendências esperadas no período de 1993 à 2002 e para o ano de 2065. Foram utilizados os dados horários de superfície do ERA5-Land que pertence ao ECMWF, além disso análise utilizou o modelo CNRM-CM6-1-HR no cenário SSP2-4.5, disponibilizado pelo CMIP6. Para fins de validação, foram utilizados dados de sete estações meteorológicas convencionais no Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa (BDMEP) do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Com base nos resultados obtidos a estimativa da ETo com os dados da reanálise apresentaram uma boa relação com a dos dados observados nas estações. Dessa forma, na ausência de dados observacionais a ETo pode ser estimada com dados de reanálise, uma vez comprovada que esta estimativa apresenta resultados confiáveis. A análise sazonal apontou padrões consistentes de evapotranspiração, associados a precipitação, radiação solar, temperatura e umidade do ar. As tendências climáticas do modelo CNRM-CM6-1-HR apontam para o aumento das taxas da ETo em todas as estações do ano, em decorrência da redução das chuvas e aumento da temperatura na Bahia.</p> 2026-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Wendy Kaori Matsunaga, Romero Thiago Sobrinho Wanzeler, Silvia Maria Dantas, José Ivaldo Barbosa de Brito //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/1118 ENSINO DE GEOGRAFIA E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: AULAS SIMULADAS COMO ESTRATÉGIA NA FORMAÇÃO DE DOCENTES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA 2026-04-01T20:35:34-03:00 Larissa Oliveira Mesquita Ribeiro la.mesquita@yahoo.com.br Willame de Oliveira Ribeiro willame@uepa.br <p class="Resumos">A articulação teoria e prática e a aproximação entre universidade e escola são aspectos de grande relevância nos cursos de formação de professores. Este texto traz ao debate as aulas simuladas em disciplinas da área de geografia como uma estratégia a ser utilizada na busca de avançar nessas questões estruturantes. O objetivo do artigo consiste em analisar as aulas simuladas como estratégia de prática pedagógica no ensino de geografia em cursos de formação de professores. Mediante uma abordagem assentada na pesquisa qualitativa e na pesquisa-ação foram desenvolvidos os procedimentos de levantamentos bibliográficos, organização de aulas simuladas, observação de aulas simuladas, entre os anos de 2022 e 2024, e análise de seus resultados formativos. Constatou-se que as aulas simuladas valorizam o(a) graduando(a) como sujeito da produção do conhecimento, bem como promovem sua ambientação na gestão da sala de aula, na interação com os discentes e na condução da aula, além de oferecer um recurso de articulação entre teoria e prática que pode ser utilizado em qualquer disciplina ou semestre dos cursos de licenciatura.</p> 2026-05-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Larissa Oliveira Mesquita Ribeiro, Willame de Oliveira Ribeiro