//rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/issue/feed Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS) 2020-09-09T10:28:03-03:00 Isorlanda Caracristi icaracristi@hotmail.com Open Journal Systems A Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS) é publicada pelo Curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA/Sobral-CE), órgão de ensino, pesquisa e extensão na área de Geografia e Geociências. //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/702 Editorial 2020-09-05T17:59:57-03:00 Isorlanda Caracristi icaracristi@hotmail.com Francisco Clébio Rodrigues Lopes clebiolopes@yahoo.com.br 2020-09-04T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/682 ANÁLISE DA EVOLUÇÃO INICIAL DA COVID-19 E A PERCEPÇÃO DOS MORADORES EM CANINDÉ – CEARÁ 2020-09-05T18:12:53-03:00 Cristiano da Silva Rocha crisbandeiras@hotmail.com Fábio Perdigão Vasconcelos fabioperdigao@gmail.com Delano Nogueira Amaral delanonamaral@gmail.com Maria Bonfim Casemiro mariabonfimc@gmail.com <p>Atualmente, o mundo está passando por uma pandemia sem precedentes no nível de disseminação que resultou em várias crises, impactando negativamente o cotidiano das populações, provocando problemas de ordem sanitária, social e econômica. É importante compreender que a dispersão da doença em municípios fora da Região Metropolitana de Fortaleza podem contribuir para o surgimento de novos focos de contaminação. Nesse contexto, o principal objetivo deste trabalho é analisar a evolução inicial dos casos confirmados do novo Coronavírus e como a população percebe esse problema. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica &nbsp;sobre os conceitos utilizados, elaborado o mapeamento dos casos durante o mês de abril e aplicados questionários, para entender a percepção dos moradores de Canindé sobre o Covid-19 e identificar os impactos sociais que o vírus fornece na rotina dos moradores de Canindé. A análise mostrou que a evolução dos casos é diferente da percepção dos moradores, que demonstraram relativa consciência da pandemia e de seus problemas. Ficou claro que o aumento de casos significa possível adesão a ideias falsas ligadas às redes sociais e desobediência a medidas preventivas.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/686 DIFUSÃO ESPACIAL E INTERIORIZAÇÃO DA COVID-19 NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 2020-09-05T18:12:52-03:00 Rivaldo Faria rivaldogeo@hotmail.com Maurício Rizzatti geo.mauricio.rizzatti@gmail.com Douglas Bouvier Erthal douglasbouv@gmail.com Pedro Leonardo Cezar Spode pedrospode@gmail.com Natália Lampert Batista natilbatista3@gmail.com Romario Trentin romario.trentin@gmail.com Iago Turba Costa iagoturba06@gmail.com Anderson Augusto Volpato Sccoti asccoti2@gmail.com Carina Petsch carinapetsch@gmail.com João Henrique Quoos jhquoos@gmail.com <p>A COVID-19 já é o maior desafio de saúde pública deste século e se estende rapidamente no Brasil, das capitais ao interior, com variações que acompanham suas próprias desigualdades territoriais. A rápida dispersão do vírus levou o país a assumir o segundo lugar em número de casos no mundo, mas é ainda incerta as consequências desse processo nos municípios de pequeno porte e de elevada privação social. O objetivo deste trabalho é analisar a difusão e interiorização espacial da COVID-19 no estado do Rio Grande do Sul e avaliar essa dispersão em relação a uma tipologia de municípios classificados por tamanho populacional e níveis de privação social. Trata-se de um estudo ecológico realizado com todos os casos registrados de COVID-19 entre as 11ª e 21ª semanas epidemiológicas (SE). Os dados foram coletados em fontes secundárias oficiais e modelados em sistema de informação geográfica. As análises foram realizadas com técnicas exploratórias de dados espaciais, estatística descritiva e uso do estimador de densidade de Kernel. Os resultados mostraram concentração espacial de casos e óbitos de COVID-19 nos eixos mais desenvolvidos do estado, mas nas últimas SE o crescimento foi maior nos municípios de pequeno e médio porte e de elevada privação social.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/692 REFLEXÕES SOBRE A LETALIDADE DO NOVO CORONAVÍRUS NAS PERIFERIAS DE FORTALEZA, CEARÁ, BRASIL 2020-09-05T18:50:06-03:00 Juariza Alves de Sousa juariza.alves@gmail.com Iohanna Bezerra Rodrigues iohannabr@hotmail.com <p>Diante dos altos níveis de desigualdade de renda e de acesso aos serviços e à infraestrutura habitacional no Brasil, diversos estudos e pesquisadores já apontavam, antes da situação de pandemia se apresentar no país, uma gama de motivos que previa um efeito desproporcional da COVID-19 entre as populações mais vulneráveis, como é observado principalmente em grandes capitais como Fortaleza, a 5ª maior do Brasil. Seja pela maior dificuldade de manter o isolamento social, fator motivado pela necessidade de obter recursos essensicias à sobrevivência ou pela falta de moradias adequadas, muitas vezes compostas por pequenos cômodos ocupados por vários membros familiares, ou seja pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde e precarização do trabalho, cada dia mais presente no Brasil, tornou-se possível traçar conexões entre as características socioeconômicas e a maior letalidade da COVID-19 nos bairros ocupados pela população mais vulnerável da cidade de Fortaleza, objeto dessa reflexão.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/701 AS BASES PARA A TERRITORIALIZAÇÃO DO SUS E O PAPEL RESERVADO A SOBRAL EM TEMPOS DE COVID-19 2020-09-08T17:11:35-03:00 Maria Cássia de Sá m.cassiasa@gmail.com Virgínia Célia Cavalcante de Holanda virginia_holanda@uvanet.br <p>No momento em que o mundo vive o drama da pandemia do COVID-19,&nbsp;vai se revelando a relevância do Sistema de Saúde Público, que tem se mostrado como o meio mais eficiente para o combate ao vírus e atendimento as vítimas. No Brasil muitos dos críticos ao modelo do Sistema Único de Saúde (SUS),&nbsp;tornam-se defensores do mesmo. Nesse contexto, nossa reflexão visa analisar as bases que referenciam a distribuição dos serviços de saúde pelo território e como essa distribuição vem se conformando no espaço regional comandado por Sobral, cidade localizada no noroeste cearense do Nordeste do Brasil e que juntamente com mais quatros polos formam as cinco macrorregiões de saúde do Ceará.&nbsp;&nbsp;&nbsp;As análises realizadas a partir de Sobral&nbsp;nos permitem inferir que a territorialização do SUS, mesmo com algumas ausências tem sido fundamental no combate a difusão do novo Coronavírus e socorro &nbsp;aos pacientes, a relevância ocorrendo desde os &nbsp;Centros de Saúde&nbsp;da Família (CSF) aos Centros de Saúde de maior complexidade, a exemplo de Sobral, que conta também com uma gestão pública municipal mas austera no enfrentamento a pandemia.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/695 DESIGUALDADE SOCIOAMBIENTAL E A CAPACIDADE DE LIDAR COM A PANDEMIA DE COVID-19: AVALIAÇÃO DA GEOESPACIALIDADE DA VULNERABILIDADE EM FORTALEZA-CE 2020-09-05T20:28:37-03:00 João Luís Sampaio Olímpio joao.olimpio@ifce.edu.br Caroline Vitor Loureiro caroline.loureiro@ifce.edu.br Anderson Rodrigues da Costa anderson.costa6891@gmail.com Rodolfo Anderson Damasceno Góis rodolfo.damasceno@ifce.edu.br <p>A pandemia de COVID-19 surge como o maior desafio do século XXI para a sociedade global. As condições socioeconômicas mais restritivas podem contribuir para disseminação e aumento da mortalidade da doença. Este contexto é bastante presente em países em desenvolvimento, como o Brasil. Neste artigo investigamos a desigualdade socioambiental do município de Fortaleza, capital do estado do Ceará, e os casos reportados de acometidos e de óbitos pela COVID-19. Selecionamos indicadores sociais, econômicos, de infraestrutura urbana e habitacional dos bairros da cidade e os relacionamos com os registros da 23ª semana epidemiológica. Representamos espacialmente estes dados e analisamos as inovações legislativas para enfrentamento à pandemia. Por fim, avaliamos a capacidade de adaptação e de lidar dos grupos populacionais e da gestão pública diante das problemáticas decorrentes do novo coronavírus. Considerando a semana epidemiológica selecionada, encontramos uma relação entre as condições de vulnerabilidade e os óbitos. Os grupos mais vulneráveis são mais propensos à morte por COVID-19. Este artigo pode contribuir com as decisões estratégicas que visam o controle da doença durante as próximas semanas e subsidiar a gestão urbana municipal.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/677 A EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO EM TEMPOS DE PANDEMIA - COVID-19 2020-09-05T18:12:53-03:00 Raimunda Aurea Dias de Sousa aurea.souza@upe.br <p>A concentração de terra, no Brasil, em tempos de pandemia ocasionada pelo coronavírus, põe em evidencia o modelo agroalimentar sustentado pelas grandes corporações, promotor de doenças e de alimentos, que não têm como ponto de partida a população local, mas a necessidade do mercado. Nesse sentido, o presente estudo busca analisar o agronegócio como gerador de uma (des) confiança no que se refere à produção alimentar, especialmente, no momento da COVID-19 em que se observa ampla produção para atender ao mercado externo e, ao mesmo tempo, diminuição de alimentos seguida de alta no preço dos produtos de necessidade básica. Para alcançar o objetivo proposto, traçou-se como percurso metodológico, desde pesquisa bibliográfica a consultas de documentos relativos ao assunto. A partir dos dados e informações coletadas, foi possível entender que a crise de abastecimento no momento que estamos vivenciando está ligada à opção mundial em transformar a agricultura em um negócio que, se por um lado, garante melhoria na economia e evita queda no Produto Interno Bruto, por outro, exclui os trabalhadores e as trabalhadoras do acesso à comida. &nbsp;</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/687 DE CAOS SISTÊMICO E DE CRISE CIVILIZATÓRIA: TENSÕES TERRITORIAIS EM CURSO 2020-09-05T18:12:52-03:00 Carlos Walter Porto-Gonçalves cwpg@uol.com.br <p style="text-align: justify;">Nesse artigo refletimos sobre o atual momento histórico-civilizatório que vivemos. Trata-se de um período histórico em crise, mas de uma crise que vai além da crise do capitalismo enquanto crise civilizatória. Trata-se de um período de caos sistêmico ou de crise de um padrão de poder/saber que nos governa há 500 anos. Portanto de uma crise de larga duração. As bases em que se sustentavam esse padrão de poder/saber – a dominação da natureza e de todos os grupos sociais que à natureza são assimilados – os indígenas/selvagens, os negros, as mulheres, os que operam com as mãos sejam proletários ou camponeses – começam a ser abertamente questionados por aqueles que, apesar de lutarem a mais de 500 anos, só agora pós 1950/1960 começam a ter voz na cena política. Reinventam, assim, suas relações com a natureza e a cultura, com o conceito de território, desnaturalizando-o. Assim, diante de um dos mais intensos processos expropriatórios que a humanidade jamais viveu, como nos últimos 50 anos, emergem outras referências teórico-politicas sinalizando que estamos diante de outros horizontes de sentido não eurocêntricos.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/665 SEGREDOS DA PAISAGEM 2020-09-05T18:12:53-03:00 Leonardo Luiz Silveira da Silva leoluizbh@hotmail.com <p class="Resumos">A paisagem, enquanto categoria geográfica, vista pelas lentes subjetivas de interpretação, guarda os seus segredos. Nos complexos atos de percepção e descrição paisagística, permanece como elemento oculto aquilo que nossos sentidos não são capazes de nos revelar e também o que decidimos não transmitir a outrem, devido aos imperativos sociais. Em uma abordagem que deliberadamente negligenciou a objetividade neopositivista da paisagem, este artigo apresenta os fundamentos teóricos dos segredos paisagísticos e reflete sobre o lidar com a paisagem, utilizando como estratégia discursiva a expressão da paisagem por intermédio da Literatura e da pintura.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/434 LUTA PELA PERMANÊNCIA NA TERRA NO ASSENTAMENTO CASSATINGA (ITIÚBA – BAHIA) 2020-09-05T18:50:06-03:00 Adriano de Oliveira Lima geografia_adriano@yahoo.com.br <p>Este artigo analisa o processo de implantação do Assentamento Cassatinga, no município de Itiúba (BA). Toma-se como ponto de partida, a compreensão da situação dominial na origem da propriedade da terra do Assentamento Cassatinga, constituída de área devoluta. Neste sentido, expressa uma intervenção do Estado e, ao mesmo tempo, significa um produto de lutas sociais engendrados no campo. Por ser implantado em área cuja dominialidade remete a terras devolutas, foi criado, primeiramente pelo Estado da Bahia, através da Coordenação de Desenvolvimento Agrário e posteriormente reconhecido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. Assim, efetiva-se uma análise deste processo, através de investigação da Fazenda Cassatinga antes da ocupação, seguindo-se pelo movimento de ocupação e luta dos camponeses para resistir na terra, frente aos obstáculos encontrados e, finalmente, aborda-se a criação do Projeto de Assentamento Cassatinga e sua atual situação. Dentro desta perspectiva, cabe ressaltar a observação participante como orientação metodológica sob a qual o trabalho foi realizado, em face da forma de inserção do pesquisador junto ao recorte e aos sujeitos da pesquisa. Os resultados revelaram um percurso marcado por conflitos na luta pela criação do assentamento e continuidade na luta das famílias assentadas pela permanência na terra em face dos impasses institucionais que têm em sua base a questão da dominialidade da propriedade.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/440 O PERÍMETRO IRRIGADO AYRES DE SOUZA: APONTAMENTOS E DISCUSSÕES 2020-09-05T18:12:53-03:00 Antonia Vanessa Silva Freire Moraes Ximenes vanessafxgeo@gmail.com <p>Objetivando revelar o perímetro irrigado Ayres de Souza, apontando aspectos de sua trajetória e de seu cotidiano, está este artigo. Neste se reflete ainda, sobre como os colonos selecionados na década de 1970 pelo DNOCS, para ocuparem o perímetro irrigado Ayres de Souza, se organizaram no projeto e estabeleceram complexas relações ao interagirem entre si; com o Estado;&nbsp; com o mercado; com as comunidades em seu entorno e, principalmente, com as terras que compõem o Ayres de Souza, com as quais desenvolveram sentimentos de pertencimento ao longo de sua vivência nas mesmas, conferindo ao projeto caráteres de articulação e coesão que, por sua vez, o caracterizam e o diferem dos demais treze perímetros irrigados implantados no Semiárido nordestino, os quais no decorrer do tempo, assim como o Ayres de Souza, passaram por significativas mudanças resultantes da reorientação política traçada para estes projetos pelo Estado capitalista brasileiro, ocorrida na década de 1990 e que produziu diferentes contextos nestes projetos, a depender da forma como se adaptaram às novas demandas impostas pela mudança de viés político dos perímetros irrigados.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/664 A GÊNESE E A DINÂMICA RURAL-URBANA DE SANTA CRUZ DO RIO PARDO - SP: 1870 – 1950 2020-09-05T18:12:53-03:00 Franciele Miranda Ferreira Dias franciele.ferreiradias@gmail.com <p class="Resumos">O objetivo do trabalho é apresentar a gênese de Santa Cruz do Rio Pardo, cidade localizada na região Centro-Oeste paulista, a qual foi “boca do sertão” (MONBEIG, 1984), sendo elemento importante, juntamente com o papel da ferrovia e da expansão cafeeira, para a compreensão do processo de criação desse núcleo urbano. A dinâmica rural - urbana é discutida no contexto da gênese desse município, considerando o período entre 1870 (criação do município) e 1950, quando o café perdeu importância na economia municipal bem como intensificou-se o processo de urbanização e a dinâmica rural-urbana se alterou. Para a realização do trabalho, quanto à compreensão da gênese da cidade, consultou-se a bibliografia relativa à história de Santa Cruz do Rio Pardo bem como dados censitários, com o intuito principalmente, de analisar a dinâmica-rural urbana, durante o período citado. Foi realizado um levantamento de campo em junho de 2018, com o objetivo de coletar informações acerca dos aspectos históricos e da dinâmica rural-urbana, não esclarecidos pela bibliografia consultada. Compreendeu-se que, embora a origem de Santa Cruz do Rio Pardo seja anterior à expansão cafeeira e a inserção da ferrovia, o desenvolvimento do município está atrelado aos dois elementos citados, importantes na dinâmica rural-urbana.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/676 PLANEJAMENTO E GESTÃO URBANA PARA OS 99%: UMA APROXIMAÇÃO ENTRE AS TEORIAS FEMINISTAS E O CAMPO DO URBANISMO 2020-09-09T10:28:03-03:00 Vanessa Alves Cordeiro vanessaaccordeiro@gmail.com Raimundo Jucier Sousa de Assis raimundojucier@yahoo.com.br <p>Este artigo foi originado pela seguinte provocação: como o planejamento urbano e a gestão das cidades impactam o desempenho do trabalho de cuidado? A pesquisa teve por objetivo investigar, na literatura publicada e com dados secundários, os processos ocultados na divisão sexual do trabalho reprodutivo e de cuidado, bem como, discutir a vinculação destes com o planejamento urbano e a gestão das cidades no século XXI. Apresenta ainda uma breve análise sobre a interseccionalidade imbricada nestas relações associando gênero, raça e classe. A intersecção destas categorias é imprescindível para a compreensão de como as pessoas que exercem os trabalhos de cuidado e a condição das mulheres urbanas, de forma remuneradas ou não, são afetadas pela lógica de pensar cidade. Para investigar estes processos a pesquisa utilizou-se de uma bibliografia embasada na teoria feminista e teve como centralidade o livro <em>Feminismo para os 99%: um manifesto</em>, texto que nos ajuda a sublinhar a necessidade, para o exercício de um urbanismo verdadeiramente feminista, de um planejamento urbano e gestão das cidades voltados para as necessidades da maioria social. A discussão foi feita à luz de dados estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, do Instituto de Pesquisa econômica Aplicada - IPEA e do Observatório de Igualdade de Gênero da América Latina e do Caribe - OIG.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/672 CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS SOBRE BACIAS HIDROGRÁFICAS URBANIZADAS E O PROCESSO DE INUNDAÇÃO 2020-09-05T18:12:53-03:00 Ana Márcia Moura da Costa anamouracosta08@gmail.com Osvaldo Girão da Silva osgirao@gmail.com <p>As bacias hidrográficas urbanas passaram a constituir espaços relevantes para o planejamento e gestão das cidades, pois as dinâmicas processuais inerentes aos domínios fluvial e interfluvial refletem no cotidiano dos residentes urbanos, principalmente quando de eventos pluviais intensos, que desencadeiam eventos de enchentes e inundações. Neste artigo, de caráter teórico-conceitual, buscou-se avaliar como o uso e ocupação urbana promove modificações sobre a dinâmica superficial de fluxos hídricos, promovendo enchentes e, principalmente, inundações quando da intensificação de precipitações sazonais, levando a existência de risco geomorfológico a habitantes de planícies fluviais e consequente busca por medidas de controle para tais eventos naturais, mas potencializados pelo processo de urbanização. Assim, o artigo em questão busca contribuir como subsídio a projetos e estudos voltados para o planejamento e gestão para ocupação de áreas de bacias hidrográficas que sofrem um crescente processo de urbanização que potencializam eventos de inundações.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/670 USO E COBERTURA DO SOLO NO BAIXO SUL DA BAHIA: A APLICAÇÃO DE SENSORES REMOTOS NA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO PRATIGI ENTRE 1991 e 2010 2020-09-05T18:12:53-03:00 Luis Eduardo Cunha edugeo.cunha@gmail.com Marjorie Cseko Nolasco mcn@uefs.br Rafaela de Sousa Gonçalves rafaelauefs@gmail.com <p class="Resumos">A Área de Proteção Ambiental do Pratigi, está localizada na sub-região do Baixo Sul no Estado da Bahia. Abrange os municípios de Ibirapitanga, Igrapiúna, Ituberá, Nilo Peçanha e Piraí do Norte, totalizando uma área de 472.455 Km². Na presente extensão, existem cento e sessenta comunidades, algumas delas de ocupação tradicional, além de uma complexa estrutura fundiária e agricultura diversa. Destarte, os estudos de modelagem espacial objetivam a compreensão das transformações identificadas nas imagens processadas. A metodologia estrutura-se na elaboração de mapas históricos com recursos do Sistema de Informações Geográficas (SIG) e trabalho de campo. A Geografia realiza a leitura desse processo de uso e ocupação do solo de maneira determinante, por fornecer os devidos atributos para a compreensão das transformações espaciais.</p> 2020-09-05T00:00:00-03:00 Copyright (c)