Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS A Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS) é publicada pelo Curso de Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA/Sobral-CE), órgão de ensino, pesquisa e extensão na área de Geografia e Geociências. pt-BR <p><img src="/public/site/images/marcelo/ccby.png"></p> <p style="text-align: justify;">This work is licensed under a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons Attribution 4.0 International License</a>.</p> <p style="text-align: justify;">Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ul> <li class="show" style="text-align: justify;">Autores mantêm os direitos autorais e concedem à RCGS o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License (CC-BY 4.0), que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo editorial, já que isso pode aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).</li> <li class="show" style="text-align: justify;">Autores são responsáveis pelo conteúdo constante no manuscrito publicado na revista.</li> </ul> icaracristi@hotmail.com (Isorlanda Caracristi) marcelohvsoares@hotmail.com (Marcelo Henrique Viana Soares) Wed, 30 Dec 2020 19:41:02 -0300 OJS 3.1.2.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Editorial //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/728 Isorlanda Caracristi, Francisco Clébio Rodrigues Lopes Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/728 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 A CARTOGRAFIA SOCIAL DO ASSENTAMENTO SABIAGUABA, CEARÁ, BRASIL – UMA ESTRATÉGIA CARTOGRÁFICA EM PROL DA DEFESA TERRITORIAL DE COMUNIDADES TRADICIONAIS //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/726 <p style="text-align: justify;">O presente artigo teve seu escopo na realização da cartografia social no assentamento Sabiaguaba, localizado no litoral do município de Amontada, no estado do Ceará, nordeste brasileiro. O assentamento é composto por três comunidades: Caetanos de Cima, Matilha e Pixaim, as quais são caracterizadas pelo modo de vida tradicional. Nesse sentido, teve o objetivo de analisar o processo cartográfico do mapa social, os usos e direcionamentos realizados pelas comunidades. A cartografia social foi utilizada como método, sendo realizadas rodas de conversas, entrevistas semiestruturadas, conversas informais e técnica de <em>overlay. </em>Assim, o mapa social conteve representações internas e externas do assentamento que expressavam a forte identidade, como comunidades tradicionais e relações com o modo de vida local. A diversidade da participação e a motivação de caráter político foram resultados expressivos na pesquisa. Além disso, foram verificadas a instrumentalização para fins de gestão e defesa territoriais como uso e direcionamento para o mapa. Concluiu-se que a cartografia social permitiu o fornecimento de uma ferramenta em defesa do território de comunidades tradicionais, conseguindo utilizar-se da participação das comunidades locais e contendo forte representatividade comunitária.</p> Beatriz França Machado Alves de Almeida, Adryane Gorayeb, Christian Brannstrom Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/726 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 A DIMENSÃO TERRITORIAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS COMO INSTRUMENTO DE REAFIRMAÇÃO DAS TERRITORIALIDADES NAS COMUNIDADES TRADICIONAS: O CASO DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/715 <p class="Resumos">Diante das variadas formas de organização social dos agrupamentos populacionais no território brasileiro, vale ressaltar aquelas vividas pelas comunidades tradicionais, que são caracterizadas por grupos culturalmente diferenciados e que se destacam por suas formas de organização social, cultural e econômica específicas, além de desempenharem uma relação singular com seus territórios e com o ambiente natural. Tais grupos vivenciam historicamente um processo de exclusão econômica e social. No entanto, desde a Constituição Federal de 1988, têm ganhado visibilidade por parte das políticas públicas. Nesse sentido, o presente artigo busca compreender, por meio da vasta literatura sobre o conceito de território, as formas como esses grupos se territorializam nos espaços e o papel dos programas de transferência de renda e das demais políticas públicas nesse processo. Tendo como referência os Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTE) do Programa Bolsa Família (PBF), o estudo busca espacializar as famílias quilombolas beneficiárias do PBF no território goiano, com destaque para o território quilombola do Sítio Histórico Kalunga (SHK), localizado no nordeste goiano. O estudo enfatiza a importância da dimensão territorial das políticas públicas no fortalecimento das territorialidades e identidades dos grupos tradicionais nos seus espaços de resistência.</p> Renato Augusto Souza Gomes Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/715 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 A UTILIZAÇÃO DE REPRESENTAÇÕES CARTOGRÁFICAS EM MATERIAIS DIDÁTICOS DE GEOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA ANÁLISE DESCRITIVA //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/716 <p class="Resumos" style="text-align: justify;">Desde o seu surgimento, a ciência geográfica possui uma grande relação com o ensino escolar, sendo este o maior contato da população em geral com esse domínio do conhecimento. Assim percebe-se que a Geografia Escolar tem uma posição estratégica no meio como a Geografia é percebida e reproduzida em nossa sociedade, isso inclui também a utilização das representações cartográficas e a veiculação desses conteúdos por meio dos materiais didáticos que fazem parte do cotidiano escolar. Com base nessa questão o presente artigo resultado de uma pesquisa realizada durante o primeiro semestre de 2020 como parte das atividades do laboratório de ensino da UFMT <em>Campus</em> Aaraguaia, busca realizar um levantamento quantitativo e uma análise qualitativa de como os mapas são abordados por diferentes livros didáticos de Geografia direcionados a alunos do 6º ano do Ensino Fundamental. Para tanto, foram verificados a proporção entre mapas e páginas dos materiais escolhidos, bem como o contexto de ensino com os quais os mapas foram abordados, o tamanho das representações incluídas, a sua escala e as suas relações com os conteúdos abordados. Para esse levantamento foram escolhidas 3 coleções de Geografia aprovadas pelo PNLD e os resultados mostram que as 3 coleções apresentaram diferenças significativas na maior parte dos parâmetros analisados com base principalmente nas diferenças dos padrões editoriais estabelecidos em cada uma das propostas incluídas e ainda que esses parâmetros em geral não são levados em consideração na escolha dos materiais didáticos feitos pelas escolas e pelos professores nas escolas públicas brasileiras. Ressalta-se ainda que a comunicação cartográfica apresenta grande importância e espaço no ensino de Geografia, reivindicando assim uma maior importância dentro das publicações de materiais didáticos correntes.</p> Bruno Zucherato, Bruna Henrique Albuquerque Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/716 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 ANÁLISE HIDROLÓGICA DO IGARAPÉ DO MINDU, MANAUS, AMAZONAS, BRASIL //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/704 <p style="text-align: justify;">O objetivo deste artigo é analisar parâmetros hidrológicos no Igarapé do Mindu, localizado na área urbana da cidade de Manaus. Foram calculadas as médias mensais de cota e precipitação para entender a importância de ambas para o regime hidrológico. Realizou-se trabalhos de campo entre os anos de 2018-2019 em seis pontos de análise para calcular a velocidade de fluxo (utilizou-se o método do flutuador), vazão do igarapé e observar influências naturais e antrópicas no canal. O Igarapé do Mindu possui o período de cheia entre janeiro-maio e a vazante entre junho-dezembro, sendo que as cotas do igarapé são influenciadas pelo regime de precipitação da cidade de Manaus. Porém, o baixo curso do igarapé segue o regime hidrológico do rio Negro, isto ocorre, pois o igarapé é submetido a um barramento hidráulico. A velocidade média anual no igarapé é 0,9 m s<sup>-1</sup> e vazão média anual é 14,6 m³ s<sup>-1</sup>, sendo que a vazão e a velocidade ao longo da extensão do igarapé são influenciada por um barramento hidráulico, neotectônica e influência antrópica. O barramento hidráulico atua no baixo curso e diminu a velocidade de fluxo influenciando diretamente na vazão. No ponto dois observa-se um <em>knickpoint </em>que aumenta substancialmente a velocidade local de fluxo. As alterações antrópicas no canal como retificações e dragagem modificam o leito e as margens alterando, por consequência, a velocidade de fluxo e vazão.</p> Matheus Silveira de Queiroz, Selma Paula Maciel Batista, Neliane de Sousa Alves Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/704 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 ETNO-AFETAÇÃO TERRITORIAL: BASE CONCEITUAL E ANÁLISE TERRITORIAL EM COMUNIDADE INDÍGENA NA AMAZÔNIA SETENTRIONAL //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/723 <p style="text-align: justify;">O presente artigo científico desenvolveu-se no estado de Roraima - Brasil, este se encontra na porção da Amazônia Setentrional com seus limites de fronteira na porção Nordeste: com a República Cooperativa da Guiana e na porção Norte: com a República Bolivariana da Venezuela. Ainda, faz divisa com os estados: na porção Sudeste, com o Pará e; Sul e Noroeste, o Amazonas. O trabalho tem como objetivo explicitar o conceito de Etno-Afetação Territorial pensado e fundamentado pelo autor durante a elaboração da tese de doutorado, sob a luz epistemológica dos conceitos de Território e da Cartografia Social. A metodologia desenvolveu-se através de: pesquisa teórica (com visitas em bibliotecas públicas) e virtual (em sites); pesquisas em campo (in loco) e visitas técnicas aos órgãos governamentais como, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Universidade Federal de Roraima (UFRR) na aquisição de colher informações e dados sobre o tema do trabalho. Contudo, é relevante discutir no âmbito acadêmico as produções científicas que desenvolvem novos conceitos e, principalmente, que contextualizem os estudos nos estados da Amazônia Legal.</p> Lúcio Keury Almeida Galdino Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/723 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 IMPACTOS DA COVID-19 NO MERCADO DE TRABALHO METROPOLITANO DE FORTALEZA NO CONTEXTO DE INFLEXÃO NEOLIBERAL //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/697 <p>Este trabalho se propõe a analisar os impactos causados pela pandemia do novo Coronavírus no mercado de trabalho metropolitano de Fortaleza. Para tanto, realizou-se pesquisa bibliográfica e análise estatística com base nos dados do sistema Caged e da Pnad Covid-19. Constatou-se que tanto o mercado de trabalho formal como o informal têm sido duramente afetados pela atual crise econômica, com queda de investimentos e aumento de desempregados. O mês de abril apresentou os maiores saldos negativos na taxa de empregabilidade, considerando que foi o período de pico dos casos de Covid-19 na RMF e manutenção das medidas de fechamento das atividades consideradas não essenciais. No espaço metropolitano, tem-se os piores índices de empregabilidade com saldo negativo em todos os 19 municípios, com destaque para a capital Fortaleza. A principal fonte das famílias cearenses tem sido o auxílio emergencial do Governo Federal, posto que dos 184 municípios 138 têm mais de 40% da população cadastrada no Bolsa Família. O impacto econômico e social da pandemia ainda é difícil de ser dimensionado. Entretanto, é possível estimar o custo da vida de milhares de pessoas, a falência de empresas, sobretudo, as de pequeno e médio porte, e, consequentemente, a destruição de muitos empregos.</p> Alexsandra Maria Vieira Muniz, José Borzacchiello da Silva, Jefferson Santos Fernandes Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/697 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 O ANTROPOCENO REGISTRADO: ESTUDO DE CASO DE CLASSIFICAÇÃO DE TERRENO TECNOGÊNICO POR IMAGEM ORBITAL //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/708 <p style="text-align: justify;">A época geológica do Antropoceno tem aparecido frequentemente em diversos veículos de divulgação científica, alimentando inúmeros debates e estudos acerca da ação humana sobre a natureza. O presente trabalho teve como objetivo central analisar o comportamento temporal de transformação de uma voçoroca no bairro Jardim das Paineiras, na cidade de Rondonópolis – MT e verificar como sua classificação, como terreno tecnogênico, altera-se ao longo do tempo. Os procedimentos metodológicos utilizados foram: seleção e análise de imagens do software Google Earth Pro dos anos de 2009, 2017, 2018 e 2020 e a classificação dos terrenos tecnogênicos segundo trabalho de Peloggia (2017) e trabalhos de campo. Os resultados das observações das imagens orbitais e dos trabalhos de campo permitiram verificar avanços e recuos no tamanho e formato da voçoroca; entender que esses comportamentos de avanço e recuo permitiu classificar a voçoroca, nos anos analisados, em terrenos tecnogênicos de tipos diferentes; por fim, foi possível perceber que as causas são reflexos de ações diretas da sociedade, sobretudo do poder público municipal.</p> Wérica Pereira de Almeida, Érika Cristina Nesta Silva, Caio Santos Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/708 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 MÉTODOS CARTOGRÁFICOS DE SCRIPT DE GMT PARA MAPEAR AS TRINCHEIRAS DA NOVA GRÃ-BRETANHA E SAN CRISTOBAL, MAR DE SALOMÃO, PAPUA-NOVA GUINÉ //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/717 <p class="resumo/abstract"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="en-US">The study present a case study of the Generic Mapping Tools (GMT) applied for cartographic modelling, mapping and comparative analysis of the deep-sea trenches located in southwest Pacific Ocean: the New Britain Trench (NBT) and the San Cristobal Trench (SCT). The aim was to evaluate their geomorphic variation using scripting cartographic approach of GMT. The data was processed using a sequence of the GMT modules with the main module 'grdtrack' used to visualize cross-section profiles along the trenches for their geomorphological modelling. The main grid used for topographic mapping is the SRTM DEM with 15-arc second resolution. The statistical analysis shown variability in depths of both trenches by samples in two transects. The cartographic analysis demonstrated following results. The SCT is generally deeper reaching -9,000 m, while the median for the NBT less then 7,000 m. The gradient slope of SCT is more symmetric with accurate 'V' form. In a cross-section graph, the NBT landward slope is markedly asymmetric U-shaped form and has a crescent form in the east. The NBT slope dips westwards with 35° eastward, and 41° westward, while the SCT slope has 33° oceanwards and 33,69° landwards. The difference between the geomorphology of the trenches is explained by the effects of the geotectonic evolution and actual sedimentary processes affected their formation and sculptured their structure. The marine free-air gravity anomaly illustrated density anomalies at the bathymetry in the region of NBT and SCT with range &lt;-60.0 mGal. The geoid values are 56-66 mGal. The study contributed to the submarine geomorphic mapping and presents technical application of the cartographic functionality of GMT used for geomorphological modelling.</span></span></span></p> Polina Lemenkova Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/717 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 TERRITÓRIO, FRONTEIRA E CONECCIDADE: UM OLHAR PARA A FRONTEIRA FRANCO-BRASILEIRA //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/724 <p style="text-align: justify;">O presente artigo propõe a análise das dinâmicas territoriais reticulares na fronteira franco-brasileira e nas suas relações com a produção do espaço fronteiriço, destacando a centralidade que a fronteira representa nas relações socioespaciais estabelecidas na cidade de Oiapoque, localizada no estado do Amapá e que faz fronteira com a Guiana Francesa. Dessa forma, os conceitos de fronteira, território e rede foram selecionados pela capacidade que representam para compreender e alicerçar as relações de poder na delimitação em escalas analíticas maiores, configurando os territórios-rede fronteiriços. No tocante aos procedimentos metodológicos, destacamos, além dos levantamentos teórico-conceituais e uma abordagem qualitativa, a importância das observações e experiências <em>in loco</em> realizadas entre os anos 2016 e 2018. Na fronteira franco-brasileira na contemporaneidade, observamos novos arranjos territoriais, como exemplo deste processo, temos a abertura parcial da Ponte Binacional, que possibilita novas articulações dos territórios-rede que reorganizam a dinâmica regional e dinamizam o papel de diferentes protagonistas que atuam no processo de conexidade na fronteira, como os catraieiros e os pirateiros. Os novos arranjos territoriais tendem a transformar os diferentes fluxos sob a lógica reticular e, assim, estabelecem novas formas de produção do espaço urbano-fronteiriço. Destacamos que a complexidade e a análise dos territórios-rede permitem trazer a fronteira como centralidade da discussão territorial e não a tem enquanto uma temática marginalizada, com isso, essa abordagem coloca-se como estratégica para o entendimento das redes que são estabelecidas territorialmente, revelando o seu potencial de análise no desvelar fronteiriço.</p> Edenilson Dutra de Moura Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/724 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 ZONA FRANCA VERDE DE MACAPÁ E SANTANA: POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL PARA O ESTADO DO AMAPÁ //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/725 <p style="text-align: justify;">Regimes Aduaneiros Aplicados em áreas especiais constituem-se em uma importante estratégia de desenvolvimento regional, em todo o mundo. A Amazônia abriga a Zona Franca de Manaus, o primeiro modelo deste tipo de política pública para a região, além de cinco Áreas de Livre Comércio, nos Estados de Rondônia, Roraima, Acre, Amazonas e Amapá.&nbsp; Este artigo faz um resgate histórico do processo de instituição das Zonas Francas Verdes – ZFV na Amazônia, destacando os principais desafios e oportunidades para a efetivação da ZFV de Macapá e Santana, em razão de suas peculiaridades espaciais quando comparada às demais Zonas Francas Verdes criadas na Amazônia, no mesmo período. A ZFV de Macapá e Santana tem o potencial de alavancar segmentos do setor produtivo em função da obrigatoriedade de utilização da matéria-prima local. Ou seja, é um Regime Aduaneiro que contempla todas as etapas de produção, representando verticalização da produção, agregação de valor e geração de renda e riqueza para o sistema econômico local.</p> Cláudia Chelala, Charles Chelala Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/725 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300 A OFICIALIZAÇÃO DA FEIRA DO APRAZÍVEL, SOBRAL (CE) E AS NOVAS LINGUAGENS DA COMUNICAÇÃO //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/721 <p>O artigo apresenta uma síntese dos resultados obtidos na dissertação de mestrado, a qual estuda as transformações do espaço urbano de Aprazível após a chegada de uma feira de confecção no ano de 2001, objetivando compreender a dinâmica da feira e conhecer os aspectos relevantes da oficialização desta e as formas de marketing adotadas pela Associação dos Feirantes de Aprazível (AFA). Os procedimentos metodológicos basearam-se em levantamento bibliográfico; observação e contato com os processos e os atores; realização de entrevistas e aplicação de questionários, revelando-nos que a oficialização da feira ocorre por meio do seu reconhecimento pela Prefeitura Municipal de Sobral e da criação da AFA, entidade que, além de cuidar da estrutura, é responsável pelos instrumentos de publicidade, enaltecendo o comércio local e, consequentemente, o distrito.</p> Analine Maria Martins Parente Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/721 Wed, 30 Dec 2020 19:34:18 -0300 PRODUÇÃO DO ESPAÇO EM PEQUENAS CIDADES - O CASO DE CATUNDA (CE/BRASIL) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/768 <p>A incorporação da noção de produção do espaço na Ciência Geográfica permitiu uma compreensão radical sobre a urbe, ou seja, uma análise que busca a raiz do problema mediante uma investigação de agentes, estratégias e conflitos inerentes ao processo. O objetivo deste artigo é estudar a expansão urbana do município de Catunda (CE), a partir do papel do Estado, e os conflitos causados pela construção da Barragem Carmina. Para tanto, contou com revisão bibliográfica, observações de campo e entrevistas com moradores. Conclui-se que é possível identificar elementos universais na urbanização da cidade pequena porque os diferentes lugares são combinações de determinações externas com elementos específicos de suas formações sociais.</p> José Antônio Alves Lino, Francisco Clébio Rodrigues Lopes Copyright (c) //rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/768 Wed, 30 Dec 2020 00:00:00 -0300