ENTRE O CORPO, O ESPAÇO E A REPRESENTAÇÃO: A MAQUETE COMO DISPOSITIVO EPISTEMOLÓGICO E METODOLÓGICO NA FORMAÇÃO DOCENTE EM GEOGRAFIA
DOI:
https://doi.org/10.35701/rcgs.v27.1208Palavras-chave:
Maquete, Cognição espacial, Cartografia escolar, Representação tridimensional, Formação docenteResumo
Este artigo examina, sob abordagem qualitativa e perspectiva multidimensional, o uso de maquetes físicas e humanas como dispositivos didático-metodológicos voltados ao desenvolvimento das noções espaciais na formação inicial de professores de Geografia. A pesquisa foi desenvolvida com turmas da Licenciatura em Geografia da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), tanto no curso regular quanto no PARFOR, no âmbito da disciplina de Representação Espacial e Cartografia. O estudo articula referenciais da Cartografia Escolar, da psicogênese do espaço e da cognição espacial, mobilizando autores nacionais (Castellar, Simielli, Almeida e Passini, Kozel e Filizola) e internacionais (Golledge, MacEachren, Ishikawa). A análise considerou registros de aula, mapas mentais, plantas derivadas de maquetes, maquetes físicas e humanas produzidas pelos estudantes ao longo do processo formativo. Os resultados evidenciam que a modelagem tridimensional, material e corporal, atua como dispositivo estruturante da aprendizagem, favorecendo a coordenação de relações topológicas, projetivas e euclidianas e incentivando uma leitura integrada da paisagem. Argumenta-se que a maquete humana, aqui formalizada como método, constitui prática sistemática que converte a corporeidade em operador epistemológico das noções espaciais, ampliando a alfabetização cartográfica e fortalecendo o raciocínio geográfico. A maquete, em seus distintos formatos, configura-se como metodologia potente para a formação docente em Geografia.
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