A TERRA É DE NINGUÉM! A OCUPAÇÃO DOS POSSEIROS NO CASTANHAL FORTALEZA - SÃO GERALDO DO ARAGUAIA/PA – (1980-1990)
DOI:
https://doi.org/10.35701/rcgs.v27.1142Palavras-chave:
Conflitos de terra, Demarcação de terras, DesmatamentoResumo
Este artigo trata da mudança ocorrida no castanhal Fortaleza, localizado em São Geraldo do Araguaia, sudeste do Pará. No contexto amazônico, castanhal corresponde a uma área de mata de terra firme com grande concentração de castanheiras (bertholletia excelsa), arvore da castanha-do-pará, logo, pode se tornar uma área de coleta dos ouriços de castanha-do-pará. Os posseiros eram os ocupantes, sem título da terra, de grandes áreas de fazendas ou castanhais considerados irregulares ou improdutivos. Nesta pesquisa foram analisadas as dinâmicas espaciais com foco na ocupação dos posseiros do castanhal Fortaleza. Especificamente, objetivou-se compreender como começou a transição, com a ocupação dos posseiros, focando nos elementos da paisagem, na configuração espacial e nas dinâmicas sociais; verificar como ocorreu a demarcação e criação do projeto de assentamento (P.A) no castanhal Fortaleza. A análise fundamenta-se nos conceitos de configuração espacial, paisagem e dinâmicas sociais, com base nas noções de transição e situação geográfica. Em relação aos materiais e métodos utilizados houve, após a revisão bibliográfica, uma pesquisa de campo participativa, executada por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas entre julho de 2022 e julho de 2023. A pesquisa de campo com os moradores da área do castanhal Fortaleza atual trouxe questões pertinentes sobre a Amazônia, que continua sofrendo com o desmatamento.
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